O que um estudante pode aprender usando um ERP antes de entrar no mercado de trabalho?
LucasW
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Iniciativa gratuita permite que alunos utilizem um sistema de gestão industrial para colocar em prática conceitos de produção, estoque, compras e administração
Estudar como uma empresa funciona é diferente de precisar tomar decisões dentro de um sistema que reúne informações de diversas áreas.
É justamente essa experiência que um ERP pode proporcionar durante a formação acadêmica.
Produção, estoque, compras e financeiro muitas vezes são estudados como assuntos separados. Dentro de uma empresa, porém, esses setores precisam trabalhar de maneira integrada e compartilhar informações constantemente.
Para permitir que estudantes experimentem essa dinâmica antes mesmo de ingressar profissionalmente em uma indústria, a Nomus criou o ERP na Sala de Aula.
O programa gratuito disponibiliza uma base de testes do Nomus ERP Industrial para instituições de ensino técnico e superior.
Mas o que, na prática, um estudante consegue aprender utilizando esse tipo de sistema?
Primeiro: entender o que acontece depois de uma decisão
Uma das principais características de um ERP é conectar diferentes processos de uma empresa.
Isso significa que uma operação realizada em uma área pode gerar informações importantes para outra.
Durante as atividades do programa, os estudantes podem criar uma engenharia de produto, emitir uma ordem de produção, realizar controles de estoque, simular cenários e acompanhar os resultados dentro do sistema.
Dessa maneira, o aluno não recebe apenas a explicação de que os setores estão conectados. Ele consegue acompanhar essa relação durante os exercícios.
Para Thiago Leão, diretor da Nomus, essa experiência muda a forma como o estudante interpreta os processos empresariais.
“Quando o aluno pratica dentro de um ERP, ele deixa de enxergar produção, estoque, compras e financeiro como conceitos separados. Ele passa a entender como uma decisão em uma área impacta toda a empresa”, afirma.
Segundo: aprender a trabalhar com processos e dados
Uma empresa não depende apenas da execução de tarefas.
Também é necessário registrar corretamente as informações produzidas durante a operação e utilizá-las para acompanhar o que está acontecendo.
Ao realizar exercícios dentro de um ERP, o estudante entra em contato com essa lógica.
Em vez de observar apenas o resultado final, ele participa das etapas que geram os dados utilizados posteriormente pela gestão.
As atividades ainda podem ser realizadas em grupos, permitindo testar alternativas, discutir decisões e comparar resultados com acompanhamento do professor.
Terceiro: relacionar a matéria da faculdade com situações reais
O ERP na Sala de Aula pode ser aproveitado por diferentes formações.
Entre os cursos mencionados pela Nomus estão Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Administração e Sistemas de Informação, além de áreas ligadas à tecnologia, gestão e processos produtivos.
A aplicação pode mudar conforme a disciplina.
O professor pode utilizar o ambiente para demonstrar um processo específico ou montar uma sequência maior de atividades que acompanhe a evolução dos conteúdos apresentados ao longo do período acadêmico.
Por isso, o projeto pode durar desde uma atividade pontual até um semestre.
Por que esse conhecimento pode ser importante para a carreira?
A necessidade de profissionais qualificados permanece como um desafio relevante para a indústria brasileira.
Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, aproximadamente 14 milhões de profissionais precisarão ser qualificados entre 2025 e 2027.
O número reúne 2,2 milhões de novos profissionais e outros 11,8 milhões que já trabalham e precisarão atualizar competências.
Entre os conhecimentos relacionados pelo levantamento estão processos industriais, softwares, máquinas, equipamentos e segurança.
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria também apontou que 62% dos empresários consideram a falta de mão de obra qualificada um entrave ao ambiente de negócios.
Para Thiago Leão, conhecer antecipadamente a integração entre processos e informações ajuda na preparação para esse cenário.
“A indústria precisa de profissionais que entendam processos, dados e integração entre áreas. Quanto antes o aluno tem contato com essa lógica, mais preparado ele chega ao mercado”, diz.
Como os estudantes têm acesso ao ERP?
O acesso ocorre por meio da instituição de ensino.
O programa é gratuito para a instituição contemplada e pode ser solicitado por professores, coordenadores ou outros representantes de organizações públicas ou privadas de ensino técnico e superior.
A trilha pode começar com uma palestra online de uma hora chamada “ERP para indústrias: o conhecimento que destaca sua carreira”.
Depois, a instituição recebe acesso a uma base de testes do Nomus ERP Industrial durante o período combinado.
Também são fornecidos exercícios pela Universidade Nomus e materiais de apoio com orientações para realizar parametrizações no software.
O projeto pode acontecer online, acompanhado pelos professores, com suporte da equipe Nomus quando necessário.
A Nomus Educação já possui iniciativas de aproximação com instituições como SENAI, IFES, IFSul e Unifeso.
Para Leão, o objetivo não é substituir a formação teórica, mas criar outra forma de aplicar o que já é estudado.
“O objetivo é contribuir para uma formação mais aplicada e conectada ao mercado. A sala de aula continua sendo o espaço da teoria, mas também pode ser um ambiente para simular decisões, testar processos e entender a gestão industrial na prática”, conclui.
Professores e instituições interessados podem consultar mais informações no ERP na Sala de Aula.
